sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

RESUMO DAS NOTÍCIAS DOS JORNAIS DE HOJE (24-01-2014 - SEXTA-FEIRA
24 de janeiro de 2014

Manchete: Ação na Cracolândia abre crise entre Prefeitura e Estado
Para Haddad, operação que deixou pelo menos 3 feridos foi ‘lamentável’; governo Alckmin defende ‘legitimidade’

O Denarc fez ontem uma operação na Cracolândia, provocando mal-estar entre o governo do Estado e a Prefeitura, que desenvolve há uma semana intervenção na região para dar moradia e emprego aos dependentes. Policiais civis usaram bombas de gás e balas de borracha contra os usuários, que revidaram com paus e pedras, como testemunhou o Estado. Ao menos três pessoas ficaram feridas. O Denarc diz que a ação foi “rotineira” e os agentes não usaram bala de borracha. O prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou que a Prefeitura e a Polícia Militar não sabiam da ação, que ele qualificou de “lamentável”, e disse ter ligado para o governador Geraldo Alckmin (PSDB) para reclamar. A ordem do Palácio dos Bandeirantes para a Secretaria de Segurança Pública foi evitar a politização do rema e defender a legitimidade da ação. (Págs. 1 e Metrópole A15 e A16)

Hotéis teriam sido invadidos

Dependentes atendidos pelo programa municipal Operação Braços Abertos disseram que os hotéis usados pela ação social da Prefeitura foram invadidos pelos policiais do Denarc. (Págs. 1 e A16)

Fernando Haddad
Prefeito de São Paulo

“Foi uma ação da Policia Civil sem que a Prefeitura ou a PM tivessem conhecimento"

BC vê inflação persistente e indica que juro subirá mais
Ata da reunião da semana passada do Copom indica que a permanência da inflação em um nível acima do esperado deve levar o Banco Central a aumentar novamente a taxa básica de juros em fevereiro. Na semana passada, os juros foram elevados de 10% para 10,5% ao ano. Analistas apostam em Selic de até 11,25% no final de 2013. Em Davos, no Fórum Econômico Mundial, o ministro Guido Mantega (Fazenda) disse que “o controle da inflação continuará sendo prioridade do governo sempre”. (Págs. 1 e Economia B1 e B3)
Dólar fecha no maior valor desde agosto
O dólar fechou o dia em alta de 1,31% em relação ao real, cotado a R$ 2,40. É o maior valor desde 22 de agosto. Em três dias, a valorização foi de 2,61%. A moeda brasileira acompanhou a forte desvalorização das moedas de outros países emergentes, como Turquia e Argentina. (Págs. 1 e B7)
Lei anticorrupção punirá empresas com mais rigor
Empresas privadas envolvidas em esquemas de corrupção serão “enquadradas” por uma legislação mais dura a partir de quarta-feira, quando em vigor a chamada lei anticorrupção. O governo aposta em multas pesadas para coibir pagamento de propinas e fraudes em licitações. (Págs. 1 e Política A4)
‘Estádio é obra simples’
Após encontro com Joseph Blatter, a presidente Dilma Rousseff disse que “estádios são obras relativamente simples” e o País fará a "Copa das Copas”. (Págs. 1 e A21)
Especial: USP 80 anos
A USP nasceu de um sonho - fundar a 1ª universidade de SP - e da necessidade de promover uma reforma no ensino superior, diagnóstico feito pelo jornalista Julio de Mesquita Filho, então diretor do Estado.

José Alvaro Moisés: A contribuição singular das ciências sociais. (Págs. 1 e H2)

Celso Lafer: É fundamental manter a prioridade à missão da pesquisa. (Págs.1 e H3)

José Alfredo Vidigal Pontes: Julio de Mesquita Filho e a opção europeia. (Págs. 1 e H6)

Gilles Lapouge: Talvez o maior entre os franceses, Maügué é ignorado. (Págs. 1 eH7)

Marco Antonio Zago: ‘É possível ter mais de uma porta de entrada', diz reitor. (Págs. 1 e H8)

Ewout ter Haar: Novas plataformas educacionais potencializam ideias. (Págs 1 e H13)

Kofiannan 
Apelo aos líderes

A justiça climática requer que os países mais ricos, que contribuíram para as emissões de gases de efeito estufa, ajudem nações mais pobres. (Págs. 1 e Visão Global A14)

Antero Greco 
Cara de palhaço

A gente se sente bobo ao ouvir a presidente dizer que erguer estádios é “obra simples” para convencer a Fifa de que não haverá atrasos. (Págs. 1 e Esportes A22)

Notas & Informações
O governo, a Copa e a rua

A Copa do Mundo é uma razão a mais para se trocar a truculência pela prudência. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense


Manchete: Casados na saúde, nos negócios e no ministério
O futuro ministro da Saúde, Arthur Chioro, adotou uma solução caseira para afastar suspeitas sobre as atividades como consultor. Passou para a mulher, Roseli Regis dos Reis, 98% das cotas da Consaúde Consultoria, Auditoria e Planejamento. A empresa manteve contratos com prefeituras em paralelo à atuação de Chioro como secretário de Saúde em São Bernardo do Campo (SP). Ao anunciar o afastamento da Consaúde para "evitar dor de cabeça", Chioro não citou o nome de Roseli. Só revelou o acordo conjugal quando foi inquirido por repórteres. Indicado por Lula para assumir um cargo no governo Dilma, Chioro pediu a alteração na participação societária na quarta-feira, um dia após o Correio revelar o trabalho empresarial do petista. (Págs. 1 e 4)
Dilma falha na web e ignora atraso na Copa (Págs. 1 e Superesportes, capa)


Mandamento do papa na internet: mais ternura (Págs. 1 e 16)


Surreal leva à rede a revolta com a inflação (Págs. 1 e 9)


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Estado de Minas


Manchete: Um alívio passageiro 
Reduzidas devido às manifestações de rua no ano passado, passagens de ônibus voltam a subir em cidades de Minas

De 20 cidades que baixaram a tarifa após os protestos, três já a aumentaram de novo - Alfenas (10%), Poços de Caldas (7,7%) e Divinópolis (6,1%) - e outras três (Itajubá, Montes Claros e Uberlândia) já admitem fazê-lo, segundo levantamento do Estado de Minas. A Prefeitura de BH, por outro lado, publicou decreto que extingue dentro de 90 dias a cobrança da taxa de Custo de Gerenciamento Operacional (GCO) sobre o transporte coletivo, o que reduzirá em R$ 20 milhões por ano o custo das empresas. Mas o preço das passagens será mantido até a conclusão de uma auditoria no sistema. (Págs. 1 e 17)

Mensalão: Condenado trabalhará na empresa dele 
Ex-deputado Romeu Queiroz, que cumpre pena em regime semiaberto em Neves, obteve autorização para dar expediente em sua própria firma. O trabalho começou ontem. (Págs. 1 e 3) 
Ministério: Remédio caseiro para um problema crônico 
Alvo de inquérito civil por ter consultoria que prestou serviços a prefeituras em São Paulo, o futuro ministro da Saúde Artur Chioro passou a empresa para o nome da mulher. (Págs. 1 e 2)
Acesso à UFMG: Sem cotas, beneficiados não teriam vagas em 21 cursos (Págs. 1 e 21)


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Jornal do Commercio


Manchete: Mais orientadores nas ruas do Recife
A partir de segunda-feira, 80 novos profissionais começam a atuar nas Avenidas Rui Barbosa, Norte, Parnamirim e Rosa e Silva, com a missão de fazer o trânsito fluir através do diálogo. (Págs. 1 e cidades 1)
MPPE reabre caso das notas frias na Câmara
Patrimônio incompatível faz promotoria acionar 18 envolvidos no caso de 2007. (Págs. 1 e 3)
Idosa denuncia plano de saúde por exclusão
Aposentada da UFRPE vai acionar a SulAmérica por ter sido descredenciada. (Págs. 1 e economia 3)
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Zero Hora


Manchete: Transporte aéreo na Copa - Preço de passagens cai até 86%
Depois de cobrarem até seis vezes mais por tíquetes para o período do Mundial, conforme levantamento feito em outubro por ZH, companhias aéreas começam a moderar valores. (Págs. 1, 4 e 5)
Porto Alegre: Rodoviários aprovam greve para segunda
Entre as reivindicações está um reajuste de 14% e plano de saúde sem custo adicional. (Págs. 1 e 45)
Tarifa de ônibus: Centenas em protesto contra possível reajuste
Manifestantes voltaram às ruas da Capital pedindo passe livre. Contêineres foram queimados. (Págs. 1 e 32)
Copa 2014: Fifa aposta em Curitiba mesmo com atrasos (Págs. 1 e Esportes)


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Brasil Econômico


Manchete: BC indica freio na alta dos juros
Em meio aos sinais trocados disparados ontem pelo mercado financeiro, a ata do Copom e a prévia da inflação foram interpretadas por alguns como o fim próximo da elevação da Selic, que só subiria mais 0,25 ponto em fevereiro, chegando a 10,75%, informa Luiz Sérgio Guimarães. O patamar considerado elevado por muitos, dizem analistas, estaria ainda longe de atrair investidores estrangeiros, que só voltariam ao país com taxas de juros acima de 13%. (Págs. 1, 16 e 17)
‘Governar com o PMDB é entregar o governo a empreiteiras’
Candidato do Psol à Presidência da República, o senador Randolfe Rodrigues vai centrar sua campanha eleitoral na crítica ao modelo de política de PT e PMDB e à alta de juros e na defesa da reforma agrária. (Págs. 1 e 4 a 6)
Davos: Mantega descarta desonerações
O ministro da Fazenda reafirmou ontem, na Suíça, que o combate à inflação é a prioridade do governo. Ele disse que não pretende conceder novas desonerações. Em debate no Fórum Econômico Mundial, Mantega rechaçou riscos de crises na economia dos países emergentes, que ainda devem liderar o crescimento mundial. (Págs. 1 e 3)
Inflação: IPCA-15 surpreende pessimistas
Bancos e analistas de mercado iniciaram o ano revendo para baixo suas projeções de preços em 2014. Passagens aéreas e alimentos foram os itens que mais ficaram fora das expectativas. (Págs. 1 e 7)
Tecnologia: Empresas do país adotam bitcoins
Lojas e hotéis instalados no Brasil já estão aceitando pagamento na moeda criptografada. O movimento ainda é pequeno, mas empresários apontam vantagens como rapidez e segurança. (Págs. 1 e 10)
Aviação: Azul muda presidente de olho no IPO
Antonoaldo Neves, responsável pelo projeto de fusão da companhia aérea com a Trip, é o novo executivo e terá como principal missão preparar a oferta de ações em análise pela CVM. (Págs. 1 e 14)
Dia do Aposentado: Desigualdade entre benefícios do INSS e de servidores públicos persiste no Brasil (Págs. 1 e 9)

sábado, 18 de janeiro de 2014

RESUMO DAS NOTÍCIAS DOS JORNAIS DE HOJE (18-01-2014 - SÁBADO)
18 de janeiro de 2014
O Estado de S. Paulo


Manchete: Obama admite abusos da NSA elimita espionagem
EUA dizem que chefes de governos aliados não serão mais monitorados; para Dilma, é um primeiro passo’.

O presidente Barack Obama anunciou que os serviços de inteligência americanos não vão mais monitorar comunicações de chefes de Estado e governos aliados, a menos que esteja em jogo um claro objetivo de segurança nacional. A afirmação é um reconhecimento implícito de que os EUA espionaram países amigos. “Os líderes de nossos amigos e aliados merecem saber que se eu quiser saber o que eles pensam sobre um assunto, eu vou pegar o telefone e chamá-los”, disse, ao apresentar reformas na atuação da Agência de Segurança Nacional (NSA). Obama ressaltou que isso não significa que a NSA deixará de coletar informações sobre outros governos. A assessoria do Planalto informou que a presidente Dilma Rousseff considera a promessa “um primeiro passo”. (Págs. 1 e internacional A10)
Telefone será monitorado: Obama manterá coleta de metadados, registro dos números de origem e destino e duração das conversas. (Págs. 1 e A10)


MPE vai investigar Controlar, Kassab e ex-aliado
O Ministério Público Estadual abriu ontem um inquérito civil para investigar denúncia feita por uma testemunha do caso da máfia do ISS de que o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) teria recebido “uma verdadeira fortuna” da empresa Controlar, responsável pela inspeção veicular. A nova investigação da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social inclui a Controlar e o empresário Marco Aurélio Garcia, ex-aliado de Kassab que teria ajudado o ex-prefeito a esconder o dinheiro, segundo o depoimento da testemunha. Kassab nega as acusações, disse que confia na Justiça e “o MPE cumpre seu papel ao investigar e denunciar”. Já a Controlar afirmou que repudia “qualquer declaração fantasiosa” envolvendo a empresa. No caso da máfia do ISS, um outro inquérito civil foi aberto para investigar o ex-secretário de Finanças Mauro Ricardo por improbidade administrativa. (Págs. 1 e metrópole A16 e A18)
Ex-prefeito é absolvido em ação penal
Menos de um dia após a divulgação do depoimento de testemunha da máfia do ISS, Kassab foi absolvido em ação penal aberta para apurar supostas irregularidades no caso Controlar, no qual era citado por concessão de vantagem. (Págs. 1 e A18)
Janot vê ‘indícios’ de que Siemens pagou propinas
O Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que há “fortes indícios de existência do esquema de pagamento de propina pela Siemens a agentes públicos vinculados ao Metrô de SP”. (Págs. 1 e política A4)
Petrobrás fará plano de demissão voluntária (Págs. 1 e economia B4)


Segurança marítima custará R$ 14 bilhões (Págs. 1 e política A8)


PF pede quebra de sigilo de Pizzolato (Págs. 1 e A5)


Nova pesquisa mostra taxa de desemprego maior
A taxa de desemprego no Brasil foi de 74% em 2012, maior do que se imaginava, segundo a Pnad Contínua, nova pesquisa nacional. A taxa na apuração antiga (PEM),feita em seis regiões metropolitanas, era de 5,5%.(Págs. 1 e economia B1 e B4)
Rolf Kuntz: Que tal uma política séria?
Com inflação acelerada e pouco espaço fiscal, um choque de seriedade pode estimular o investimento do setor produtivo e atrair capitais de fora. (Págs. 1 e espaço aberto A2)
Notas & Informações: O BC agiu, o desafio continua
Primeiras prévias de inflação de janeiro indicam que os preços continuam subindo velozmente. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense


Manchete: Viajar está mais caro. Saiba como economizar
Planejamento. Essa é a palavra-chave para quem não quer surpresas desagradáveis no período das férias. Brasileiros em viagem internacional devem ficar atentos à alta do dólar e à elevação do Imposto sobre Operações Financeiras para cartões de crédito c débito. É importante também observar a cota limite de US$ 500 a fim de evitar multas e impostos extras na Receita Federal. Turistas relatam ao Correio um maior controle do Fisco em Brasilia e São Paulo, especialmente dos voos provenientes dos Estados Unidos. Os cuidados também valem para quem viaja pelo Brasil. As passagens para Salvador ou Porto Seguro no período do carnaval já ultrapassam os R$ 6 mil. A fim de fugir dos altos preços na temporada, foliões fazem reservas com até um ano de antecedência. (Págs. 1 e 5)
Violência: Crime assusta ministro do STF
Depois de ter a residência no Lago Norte furtada por menores infratores, Gilmar Mendes disse estar preocupado com a criminalidade crescente no DF. (Págs. 1 e 24)
Obama promete, mas não convence
As mudanças na política de espionagem dos Estados Unidos, anunciadas pelo presidente Barack Obama, foram recebidas com cautela. O governo da chanceler alemã Angela Merkel reconheceu a iniciativa de Washington, mas insistirá por um acordo mundial. A presidente Dilma não se manifestou. (Págs. 1 e 16)
Rolezinho com viés politizado
Movimentos sociais consideram a mobilização de jovens uma iniciativa contra o preconceito, mas não pretendem aderir às manifestações programadas para shopping centers. Guerra de liminares continua em São Paulo e no Rio. Desembargadora carioca proibe rolezinho em centro comercial do Leblon. (Págs. 1 e 5)
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Zero Hora


Manchete: Obama promete não espionar mais governos aliados
“Se quiser saber o que pensam, vou pegar o telefone e ligar para eles”, disse presidente dos EUA, que reconheceu abusos. (Págs. 1 e 4 e 50)
Pegando jeito: O 1º ano em plenário de jovens vereadores
Cinco estreantes contam como tocaram suas ideias e driblaram a inexperiência. (Págs. 1 e 8)

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Acordo sobre programa nuclear iraniano entra em vigor no dia 20 de Janeiro
É válido por um período de seis meses e pode ser renovado. Paralelamente deverão decorrer negociações mais amplas sobre o dossier nuclear.


Instalações nucleares iranianas MYCHELE DANIAU/AFP-Arquivo
                        

O Irão aceita suspender o enriquecimento de urânio a mais de 5% e receberá as primeiras parcela de bens que tem congelados devido às sanções internacionais, nos termos do acordo obtido a 24 de Novembro de 2013.
Um responsável do Departamento de Estado do governo norte-americano anunciou no domingo que o Irão receberá a partir do início de Fevereiro 550 milhões de dólares (402 milhões de euros). Os bens iranianos congelados, e que deverão gradualmente ser desbloqueados, estão calculados em sete mil milhões de dólares (5,1 mil milhões de euros).
O entendimento obtido em Novembro entre o grupo 5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a Alemanha) e o Irão prevê que o país suspenda durante seis meses as suas actividades nucleares mais sensíveis a troco de um levantamento parcial das sanções ocidentais. É válido por um período de seis meses e pode ser renovado. Paralelamente, deverão decorrer negociações mais amplas sobre o dossier nuclear que, se forem bem sucedidas, deverão conduzir ao levantamento das sanções comerciais e financeiras que, por agora, se mantêm.
O entendimento foi anunciado pelo ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros do governo de Teerão e confirmado depois pela União Europeia. “A aplicação do plano de acção conjunto começará a 20 de Janeiro”, declarou o porta-voz do ministério, Marzieh Afkham.
“A partir de Janeiro, o Irão começa pela primeira vez a eliminar o seu arsenal de urânio enriquecido a altos níveis e a desmantelar parte da infra-estrutura que torna possível esse enriquecimento”, comentou o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
Ainda que limitado a um período de seis meses, o acordo conseguido em Novembro com o Irão pela China, Estados Unidos, França, Rússia, Reino Unido e Alemanha foi considerado potencialmente histórico por se seguir a uma década de profunda desconfiança e manobras para ganhar tempo.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Panorama Político - 09-01-2014 (O Globo - Ilimar Franco)
Centralismo democrático            

                A Executiva nacional do PSDB vai aprovar resolução, no início de fevereiro, retirando a autonomia dos diretórios regionais para fechar alianças. As decisões dos estados serão submetidas ao aval da direção nacional e aos interesses da candidatura de Aécio Neves ao Planalto. Os tucanos querem evitar acordos que favoreçam candidatos à Câmara, mas não a de sua candidatura a presidente.

Comitê de recepção
Ao retirar a autonomia dos estados para fazer alianças, o comando do PSDB quer evitar que seus caciques regionais se juntem a adversários no plano nacional. A cúpula tucana não quer submeter Aécio Neves aos apetites de suas bancadas estaduais. Estas, poderiam promover acordos para reeleger seus deputados, mesmo deixando Aécio sem palanque. No pleito de 1989, o candidato do PMDB, Orestes Quércia, chegou a aeroportos no Nordeste sem ninguém para recebê-lo. Em 1994, para evitar que isso ocorresse com o ex-presidente Fernando Henrique, o então presidente do PFL, Jorge Bornhausen, se lançou candidato ao governo de Santa Catarina.

"Meu amigo Eduardo (Campos) vai precisar endurecer o couro para conviver com o baixo padrão ético com que o PT enfrenta os adversários” 

Aécio Neves
Presidente do PSDB e senador (MG)

Fato consumado
O comando do PMDB garante que a candidatura do vice Luiz Fernando Pezão ao governo do Rio está sacramentada. Dizem que após o governador Sérgio Cabral deixar o cargo, em março, ninguém vai impedir Pezão de do de concorrer à reeleição.


A sucessora
Eliane Aquino, mulher do governador de Sergipe Marcelo Déda, morto em dezembro passado em decorrência de um câncer, deverá concorrer ao Senado no lugar de seu marido, que concorreria à vaga. Entre os partidos aliados (PT, PSB e PMDB), a indicação é consenso e entendida como uma homenagem ao trabalho político de Déda.

Retrato do momento
Adversários do PT do Rio, de todas as matizes, avaliam que a candidatura ao governo do senador Lindbergh Farias “não explodiu”. O petista tem se mantido numa posição apenas discreta, abaixo de Anthony Garotinho e de Marcelo Crivella.

Apostando em novos ares
O governo vai antecipar a entrada do consórcio Changi Airports/Odebrecht no Galeão. Isso deveria ocorrer em agosto, após a Copa. Mas ele vai começar a operar em 15 de janeiro, na entrega do plano de trabalho ao ministro da Aviação Civil, Moreira Franco. A antecipação ocorrerá também no Aeroporto de Confins, já na próxima semana.

Abaixo de zero
O governo vai licitar empresa de refrigeração para amenizar o calor no terminal de passageiros do Aeroporto Santos Dumont. Para evitar empresas sem qualificação, um dos requisitos do edital será know-how em refrigeração de grandes ambientes.

E por falar em atraso
De todos os aeroportos em obras, o que está dando maior dor de cabeça ao governo é o de Fortaleza. A reforma da pista é considerada lenta e um dos temores é o de que, nesse ritmo, não seja concluída até o começo da Copa, em junho.

O Ministério da Saúde deixou de pagar emendas de muitos deputados. Elas se destinavam a hospitais, Santas Casas e instituições inadimplentes.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

domingo, 15 de dezembro de 2013

Corpo de Nelson Mandela é enterrado na África do Sul

Ex-presidente e líder antiapartheid foi enterrado ao lado de filhos em Qunu.
Ele morreu no dia 5 de dezembro aos 95 anos.



Do G1, em São Paulo

   
O corpo do ex-presidente da África do Sul e líder antiapartheid Nelson Mandela foi enterrado neste domingo (15) em seu vilarejo ancestral de Qunu, na África do Sul, após dez dias de homenagens e funerais. Mandela morreu no dia 5 de dezembro aos 95 anos, e foi enterrado ao lado dos restos mortais de três de seus filhos.
O ganhador do Nobel da Paz, que ficou preso durante o Apartheid por 27 anos, antes de emergir para pregar o perdão e a reconciliação no país, foi colocado para descansar na casa de seus ancestrais em Qunu, depois de uma despedida que misturou pompa militar e os ritos tradicionais de seu clã Xhosa abaThembu.
O enterro foi acompanhado por cerca de 450 convidados – familiares de Mandela, integrantes da comunidade de Qunu e amigos pessoais e alguns dignitários.
mapa qunu mandela (Foto: 1)
O presidente sul-africano, Jacob Zuma, ficou de pé no momento em que o caixão foi colocado no túmulo. Helicópteros militares e aviões de combate sobrevoaram a região e disparos de canhão foram realizados, antes de uma cerimônia tradicional privada, que não teve a presença da imprensa.
"A sua foi realmente uma longa caminhada até a liberdade, e agora você conseguiu a liberdade definitiva no seio de seu criador", disse um capelão militar durante a cerimônia no jazigo da família, onde três dos filhos de Mandela já estão enterrados.
Antes do enterro, foi realizada uma cerimônia de três horas na qual amigos, familiares e líderes mundiais fizeram discursos relembrando a vida e o trabalho de Mandela.
A cerimônia de Estado foi acompanhada por cerca de 4,5 mil pessoas.
Estiveram em Qunu o reverendo americano e ativista dos direitos civis Jesse Jackson, o magnata britânico Richard Branson, o ex-primeiro-ministro francês Lionel Jospin, o político norte-irlandês Gerry Adams, a apresentadora de televisão americana Oprah Winfrey e os atores Forrest Whitaker e Idris Elba, que interpreta Mandela no cinema, além do príncipe Charles.
Diversos discursos foram realizados – todos eles com toques pessoais sobre a personalidade de Mandela e lembranças da vida do líder. "A melhor lição que nos deixou foi: fazer o bem, e também que dentro de cada um de nós está a capacidade de fazer o que queremos na vida", disse Nandi Mandela, uma das netas Mandela.
"Sentiremos saudades de sua voz severa, de quando estava aborrecido, seu riso, porque tinha um grande senso do humor, e de suas histórias; era um grande contador de histórias", lembrou.
Zuma expressou seu agradecimento Mandela por ser e representar “o que toda uma nação necessitava em um momento tão crítico”, na luta contra o regime racista do Apartheid.
O atual líder, que antes entoou uma canção política sobre a opressão, assegurou que a África do Sul vai continuar o caminho que Mandela trilhou aplicando as lições que ainda se extraem de “tão extraordinária vida”.
As ruas próximas à tenda onde foi realizada a cerimônia – em uma propriedade da família Mandela – e ao local do enterro foram bloqueadas - mesmo assim, dezenas de pessoas foram até a região para tentar participar, em vão.
Ao fim da cerimônia de Estado, o corpo de Mandela seguiu em um cortejo acompanhado de uma banda militar. A bandeira da África do Sul que envolvia o caixão foi retirada, e caças da Força Aérea sul-africana sobrevoaram o local para homenageá-lo.
Na noite anterior ao enterro, o corpo de Mandela ficou sob a guarda de sua família e dos anciãos de Qunu. Diversos rituais tribais haviam sido anunciados antes do funeral - incluindo o sacrifício de um boi. Não se sabe se eles ocorreram antes das cerimônias deste domingo ou durante o enterro, quando as imagens do local deixaram de ser transmitidas para preservar a intimidade da família.


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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Homenagens a Mandela reunirão o maior número de chefes de Estado da história

10/12/2013 - 5h56
Danilo Macedo
Enviado Especial
Joanesburgo (África do Sul) - O tributo que será prestado hoje (10) ao ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela, que morreu na última quinta-feira (5), reunirá o maior número de chefes de Estado da história. O recorde atual foi registrado no funeral do papa João Paulo II, em 2005, com a presença das autoridades máximas de 70 países. De acordo com o governo da África do Sul, mais de 90 chefes de Estado confirmaram presença e o número ainda não foi fechado.
A homenagem será prestada a partir das 11h (7h no horário de Brasília), no Estádio Soccer City, palco da final da Copa do Mundo de 2010 e também, no mesmo dia, da última aparição pública de Mandela, desfilando em um carrinho de golfe e aplaudido por milhares de admiradores. O estádio tem capacidade para cerca de 80 mil pessoas.
Mas Madiba, apelido que remete ao clã daquele que é considerado o mais importante filho da África do Sul, não movimenta apenas dezenas de chefes de Estado e os milhões de sul-africanos que o têm como pai. Os aeroportos de Joanesburgo ficaram lotados nos últimos dias desde a morte de Mandela. Pessoas de todas as parte do mundo chegam para se despedir e prestar homenagem ao líder.
O voo de domingo (8) de São Paulo para Joanesburgo ficou totalmente lotado, e as últimas passagens foram vendidas por mais de três vezes o preço mais barato sem promoção. A imprensa de todo o mundo também veio registrar o momento histórico. No local que o governo destinou ao credenciamento para a cobertura do funeral de Mandela, os jornalistas levaram, em média, cinco horas, no domingo e na segunda-feira, para conseguir uma credencial e ter acesso aos eventos.
O motorista Neggie, que trabalha para uma empresa que transporta pessoas em Joanesburgo, disse que a cidade não “lotou” nos últimos dias. “Está mais do que lotada”, acrescentou. O clima na cidade mistura tristeza pela partida de Madiba e celebração de sua vida. As imagens das bandeiras a meio-mastro em todo o país se misturam com danças e cantorias em homenagem ao ex-presidente que, em vida, despertou a curiosidade e a admiração de pessoas e líderes de todo o mundo e agora os atrai ao país para a despedida. Os presidentes Barack Obama, dos Estados Unidos, e Dilma Rousseff estão entre os que farão um pequeno discurso na despedida oficial.
Edição: Graça Adjuto
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